19/07/2010
Cidade Limpa é aprovado
Lei propõe a criação de regras para organizar o setor
Na última quinta-feira (15/07) foi aprovado pela Câmara Municipal de Londrina o projeto de lei “Cidade Limpa”. O substitutivo do texto foi criado por uma Câmara Técnica formada por quinze entidades da sociedade civil, dentre elas, a APP Londrina (Associação dos Profissionais de Propaganda). “Defendemos na Câmara Técnica a continuidade da mídia externa com a regulamentação do setor. O nosso objetivo foi garantir uma mídia externa bem posicionada, com qualidade de apresentação e que contribua efetivamente com a disseminação de mensagens das empresas que atuam na nossa região”, afirma Cláudia Romariz, presidente da APP. Confira algumas das novas regras do “Cidade Limpa”:
- Fim das pinturas em muros e fim do uso das empenas de prédios (anúncios nas paredes) para propaganda em toda a cidade
- Fim dos outdoors, backlights, totens e painéis em terrenos vazios no quadrilátero Jorge Casoni, Leste-Oeste, J.K., Fernando de Noronha
- Permissão de outdoors, totens e luminosos apenas fora do quadrilátero e somente em terrenos vazios e privados. Neste caso, são permitidos dois equipamentos a cada 110 metros lineares, com estrutura metálica cinza ou verde, sem madeira. Os backlights não poderão ultrapassar 12 metros de altura.
- Apenas terrenos vazios com mureta, limpos e sem mato e com calçada poderão ser alugados para anúncios de outdoors, placas, painéis e luminosos
- Lojas, comércios e negócios em toda Londrina tem dois anos para readequar fachadas e diminuir tamanho dos letreiros com nomes a partir do padrão:
*imóveis com menos de 10 metros de frente podem usar até 1,5 m2 com o logotipo da loja;
*imóveis com frente igual ou superior a 10 m até 100 m, uso de 15% do espaço, limitados a 20 metros quadrados.
- Totens de até 5 metros podem ser usados para indicar o nome do estabelecimento se o total de área usada nele não ultrapassar a metragem permitida quando somada ao espaço do nome na fachada.
- Apenas empresas do setor de mídia externa poderão explorar o segmento, mediante autorização na Prefeitura e termo de responsabilidade técnica.
(Foto: Rei Santos)